Folhas de Oliva Produtos Naturais
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Em minha palestra “Oliveira a Árvore da Vida” eu já venho alertando há anos para esta possibilidade de adulteração do azeite de oliva por vários motivos, entre eles a absurda diferença entre os preços do azeite "Extra Virgem" que vem sendo praticados no Brasil, confundindo e dificultando o consumidor na hora da escolha de um bom e verdadeiro azeite de oliva.
(http://www.pontalenergetico.com.br/Brasil/Cursos/palestraoliva.htm) O verdadeiro azeite "Extra Virgem" é realmente mais caro, pois a produção é feita à partir da primeira prensagem e a relação de extração de óleo por quilo de azeitona é de aproximadamente 30% a 40% do peso da azeitona, ou seja, para 100 quilos de azeitonas extrai-se algo em torno de 30 a 40 litros de azeite de oliva.
Em alguns países do mediterrâneo e na Europa em geral o custo da mão de obra para a colheita da azeitona vem se tornando proibitivo, forçando alguns produtores a adquirir o produto já prensado em outros países do oriente médio como Turquia, Tunísia, Líbano, etc, e os envasar e rotular como se fosse produção própria.
Um dado curioso é que a Europa em geral vem se tornando grande importadora de óleo de soja ultra refinado do Brasil, esse produto pode ter várias utilizações na indústria alimentícia em geral, mas também pode estar sendo utilizado de forma duvidosa.
Ele pode, por exemplo, estar sendo aditivado, tranquilamente, ao azeite de oliva e quando "aditivado" ao azeite de oliva, essa mistura torna-se de difícil detecção, pois é imperceptível, organolepticamente falando. Veremos adiante um estudo recente da Unicamp que identificou percentuais entre 1 à 15% de óleo de soja no azeite puro de oliva e Extra Virgem em 20 marcas comercializadas no Brasil, quase todas marcas importadas.
(LAQQA – Laboratório de Quimiometria em Química Analítica, Instituto de Química, Unicamp, CP 6154, CEP 13084-971, Campinas-SP * tago@iqm.unicamp.br ).
Portanto, identificar o óleo de soja em meio ao azeite de oliva torna-se muito difícil, mesmo para os mais experts someliers, pois o óleo de soja ultra refinado é totalmente inodoro, transparente e sem sabor para os sentidos humanos.
Como não há, para os sentidos humanos, como identificar mudança no sabor, aroma, textura e cor no azeite de oliva quando ele está adulterado com o óleo de soja refinado, só é possível tal observação com analises que requerem equipamentos laboratoriais sofisticados de varredura eletrônica como as análises de espectroscopia infravermelha que podem identificar a sua composição e constatar essas adulterações.
Vários Olivares da Europa estão completamente abandonados e sem cuidados, um dos mais flagrantes casos de abandono esta na Ligúria, Itália.
Acredito que toda essa dificuldade de custo da mão de obra e o peso da atual crise econômica (que não é tão atual assim em se tratando da Europa, pois as implementações da moeda Euro em 01 de Janeiro de 2002 amealhando atualmente 16 dos 27 países da Europa trouxeram dificuldades comerciais imensas para a população em função do "deságio" em relação aos valores das moedas locais e a nova moeda, e também para o caixa de várias pequenas, médias ou grandes empresas ou produtores rurais que até hoje tem dificuldades financeiras gigantescas) acaba levando inúmeros agricultores a abandonarem o cultivo e a manutenção dos Olivares (http://www.pcp.pt/publica/ce/37/ce10.html ).
Talvez atualmente seja mais fácil e menos oneroso comercializar do que produzir azeite de oliva nestas condições econômicas na comunidade econômica européia, além disso, uma provável adulteração no produto para redução de custos pode estar ocorrendo de forma oculta em algumas marcas famosas de azeite de oliva não só no Brasil. Várias marcas podem pertencer a um único grupo comercial cujos interesses são inimagináveis.
Para um mercado imenso, como por exemplo o brasileiro, que não tem ainda o hábito de consumo significativo e nem um conhecimento mais profundo do azeite de oliva, seja ele comum, virgem ou extra virgem, a mixagem de diversos óleos de oliva de várias procedências e a mistura com soja, parece ser muito atrativa para alguns grupos, pois não traria nenhum inconveniente, desde que não se alterassem as características fundamentais e básicas do produto. Acredito que possa ser esse o pensamento de alguns poderosos que comercializam o precioso “ouro líquido”.
Alguns destes grandes comerciantes e produtores de azeite de oliva mantêm laboratórios sofisticadíssimos para que se venda a idéia da “qualidade analítica” do produto, será?
Com toda essa tecnologia, sofisticação e dinheiro é claro, seria possível também a estandardização e a homogeneização de vários tipos de azeite de oliva? Poderia ser “construído” um azeite de oliva replicando, quase que próximo a perfeição, suas características básicas? Seria possível produzir um azeite mixado com vários azeites de regiões diferentes do planeta adicionando-se a ele percentuais de óleo de soja refinado ou outros óleos vegetais?
Se isso fosse possível, estaríamos sendo induzidos ao consumo de um produto adulterado que replica o produto natural e primordial com características organolépticas exatamente iguais a determinadas características específicas de cada tipo de azeitona que se pretende fazer o azeite de oliva?
Poderia esse processo conseqüentemente “mascarar” os preços do azeite de oliva tornando-o mais caro em alguns países e mais econômico para venda em outros, principalmente os países que não tem a cultura do uso do produto formando-se um cartel econômico gigantesco cujo qual poderia controlar o preço do produto no mundo dependendo da composição do mesmo?
Quando falo da cultura do uso do azeite de oliva, para conhecê-la melhor, basta compararmos o consumo per capta entre Grécia e Brasil por ano:
-Grécia -> 30 kg ano
-Brasil -> 0, 170 gramas por ano.
Se for possível a mistura de vários azeites de oliva de várias origens e a adição de "outros óleos vegetais" muito mais baratos e que em nada alterem o sabor e as características organolépticas do produto, como já disse, esse processo pode ser uma grande, INCALCULÁVEL e LUCRATIVA alternativa para alguns comerciantes e produtores europeus, que jamais admitiriam essa possibilidade, obviamente, pois são grupos econômicos realmente fortes e poderosos e que comandam a compra e venda do azeite de oliva em todo o globo.
Agora, como explicar um resultado laboratorial feito recentemente na Unicamp em Campinas identificando, como veremos adiante, a presença de óleo de soja em 20 marcas de azeite de oliva importadas e comercializadas no Brasil? Como?
Talvez, alguns produtos de marcas famosas e globalizadas em todo mundo cultivados como “marca de respeito e idoneidade” podem ser, na verdade, um blended (mistura) de produtores de várias partes do planeta "modulados" e “ ajustados” laboratorialmente, “melhorando as características” inclusive com o uso de essências fornecidas por empresas especializadas e que replicam o aroma e o buquê do próprio azeite de Oliva. (http://www.augustobellinvia.it/fito_esp.htm).
Talvez isso possa ser chamado de:
A globalização do azeite de oliva!
Na verdade esse procedimento não é tão inédito assim, e parece realmente ser globalizado mesmo, alguns grandes produtores de vinho em todo mundo, vem se utilizando de uma estandarditização na produção de seus vinhos com consultores que mantém sofisticados laboratórios.
Recebem orientação de cultivo e principalmente produtivos que padronizam o vinho de acordo o “paladar” do mercado.
Esse sistema tem irritado profundamente alguns produtores franceses e foi o motivo em 2004 de uma ácida crítica mostrada em um vídeo de nome Mondo Vino dirigido por Jonathan no site (http://www.mondovinofilm.com/).
Talvez, qualquer hora dessas surja um documentário sobre o tema azeite de oliva também. Vejamos este inédito, recentíssimo e oculto estudo brasileiro abaixo.
Contra provas não existem argumentos e seria importante se realmente pudéssemos questionar estes fabricantes (que talvez não tenham sidos citados na pesquisa por motivos jurídicos, acredito) de como produziram o “milagre” do óleo de soja na composição da oliva, ou seria uma nova planta modificada geneticamente? Sojólive?
Vamos à pesquisa, trata-se da identificação em 20 amostras de óleo de oliva, sendo 10 amostras de Oliva puro e 10 de Extra Virgem, contaminadas com concentrações de 1,0 a 15,0% (m/m) de óleo de Soja. Essa análise foi realizada pelo LAQQA da Unicamp – Laboratório de Quimiometria em Química Analítica - Instituto de Química – CP 6154 – Unicamp, por Espectroscopia Infravermelha por Reflectância Total Atenuada, com 32 varreduras, conforme figura.

Em minha opinião esta pesquisa é estarrecedora e assustadora! E uma prova irrefutável da maior fraude mundial de um produto!
Apenas para termos uma idéia do tamanho do mercado, para avaliarmos o interesse que ele gera nos grupos poderosos, o volume aproximado de azeite de oliva comercializado no planeta ao ano é atualmente de 3 milhões de toneladas! Em valores esse volume pode ultrapassar 4 bilhões de Euros! A UNILEVER por exemplo, entre outras grandes empresas, é uma das maiores comerciantes do produto no mundo vendendo ao ano 400 milhões de Euros de azeite de oliva.
O prejuízo é realmente no bolso de milhões de consumidores de forma global e principalmente na saúde do consumidor que pode estar enriquecendo ainda mais os grandes comerciantes de azeite de Oliva, pois o custo do óleo de soja é extremamente mais baixo que o de oliva... E claro, os princípios antioxidantes e todos os benefícios são colocados de lado, pois podem estar completamente comprometidos.
Quero salientar que obviamente não são todos os comerciantes, sejam pequenos, médios ou grandes, que praticam essa barbaridade, mas apenas perguntar:
Como todos os azeites de oliva analisados na Unicamp estavam com óleo de soja???
Mistério...
Em algumas das minhas visitas a Europa, pude ter o privilégio de acompanhar pequenas empresas, familiares ou não, que são honestas e que produzem o azeite de oliva “verdadeiro”!
Pessoas que lutam com dificuldades imensas sejam elas com mão de obra escassa e cara, dificuldades financeiras por falta de incentivos governamentais, das altíssimas taxações de impostos, mas que seguem a tradição, a verdade e a honestidade na produção do azeite.
Acredito sejam estes os princípios que fazem do verdadeiro azeite de oliva a expressão da sua origem remota na Suméria como o alimento da vida, vindo da árvore da vida, a Oliveira trazida do planeta Nibiru, segundo as escrituras cuneiformes da mitologia sumeriana.
Diante da dificuldade de encontrar-se então um produto de confiança, tive a idéia de adicionar ao azeite extra virgem de oliva encontrado aqui no mercado brasileiro as folhas da oliveira micronizadas (Azeite Extra Virgem FOLHAS DE OLIVA), pois pela lógica os princípios ativos, muito mais concentrados nas folhas da oliveira que no azeite, estão intactos e são liberados e carreados para o azeite.

O azeite torna-se, para a estrutura vegetal das folhas da oliveira, um agende carreador, ou seja, o azeite de oliva tem o poder de dissolver por compatibilidade orgânica os princípios ativos das folhas, liberando todas as partículas de ácidos graxos, sais minerais e vitaminas, além de antioxidantes no próprio azeite.
Assim, as folhas da oliveira micronizadas podem recompor muitos princípios ativos perdidos que talvez estejam em quantidades muito menores nos azeites atuais.
A adição das folhas da oliveira no azeite de oliva é inédita no mundo e surgiu aqui no Brasil pela empresa Folhas de Oliva Produtos Naturais, justamente como uma grande alternativa para termos um azeite como se ele tivesse sido prensado recentemente. O aroma da folha e o paladar enriquecem substancialmente o azeite nos dando uma possibilidade inigualável de paladar, aroma e cor de forma totalmente natural.
Desta forma, espero poder ter contribuído com um esclarecimento maior sobre o tema sem a ousadia de esgotá-lo, o assunto é intrigante e merece toda atenção.
Cosmo F. Pacetta
Folhas de Oliva Produtos Naturais
Tel. (19) 3868-9979
24/01/2009